Resenha

Resenha #25: A Menina Que Roubava Livros – Markus Zusak

SINOPSE: Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

Liesel está com a mãe e o irmão em uma viagem de trem, sua mãe é uma comunista e busca uma forma de manter os filhos em segurança para que não sofram com o conflito que se desenrola na Alemanha por volta de 1939. Liesel e os irmãos serão encaminhados para seus novos “pais”, Hans e Rosa Hubermann, no entanto durante o trajeto de trem seu irmão acaba falecendo e elas o enterram em um cemitério próximo.

Nossa narradora, ninguém menos que a própria morte por alguma razão desconhecida acaba se interessando por Liesel, uma menina atordoada com a morte do irmão, a separação da mãe e a situação geral que ela não consegue compreender acaba roubando “O Manual do Coveiro” enquanto observa o irmão ser enterrado no chão frio.

“Com um olho aberto, outro ainda no sonho, a roubadora de livros — também conhecida como Liesel Meminger — pôde ver, sem sombra de dúvida, que seu irmão caçula, Werner, estava caído de lado e morto.”

Liesel então segue viagem até encontrar os novos pais. Rosa, sua nova “mãe”, é dona de uma linguagem agressiva e extremamente imperativa, sempre está brigando ou reclamando de alguma coisa. O novo pai de Liesel, Hans, é um pintor com um coração imenso e generoso, ele também toca acordeão.

Rudy é um dos meninos que mora na casa ao lado, eles logo se tornam amigos. Rudy é uma das melhores pessoas, aquele tipo ingênuo que consegue enxergar a vida de maneira simples e verdadeira. Sinceramente acho que as pessoas deveriam ser um pouco mais como Rudy.

“Doido ou não, Rudy sempre esteve destinado a ser o melhor amigo de Liesel. Uma bolada de neve na cara é, com certeza, o começo perfeito de uma amizade duradoura.”

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A adaptação de Liesel a nova família não é fácil, primeiro porque acaba de perder o irmão e segundo porque acredita que foi abandonada pela mãe biológica. Liesel tem pesadelos quase todas as noites. Mas com paciência Hans começa a se aproximar da menina e a cativar seu coração. É ele quem ensina Liesel a ler e a escrever, “O Manual do Coveiro” é o primeiro de muitos livros que eles lerão juntos. Cada livro é uma forma de escapar da situação em que a Alemanha nazista se encontra e uma maneira de Liesel viver.

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Embora a situação seja difícil, Liesel tem uma infância quase normal, ela escuta o novo pai tocar acordeão, vai à escola e joga bola com os meninos na rua. Eles não têm muito dinheiro e Rosa lava roupas para complementar a renda. Uma de suas clientes é a mulher do prefeito, Ilsa Hermann, que por acaso (ou não), tem uma biblioteca maravilhosa. Ilsa vê Liesel pegar um dos livros proibidos que queimava na praça; Liesel fica com medo de receber uma punição, mas quando as duas se encontram ela permite que Liesel leia seus livros, desde que mantenha segredo. Liesel se depara com uma nova situação, quando seus pais abrigam Max, um judeu que precisa se esconder, um segredo maior que a menina e que pode coloca-los em perigo.

O livro é sensacional, não tenho outra palavra para descrever A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS que por vários motivos é um dos meus livros favoritos. Zusak nos traz uma visão totalmente nova sobre o tema nazismo, não só por usar A Morte como narradora isso com certeza chama um pouco a nossa atenção, mas por mostrar a vida de uma criança através dos acontecimentos terríveis de uma guerra, a inocência e a incompreensão que vemos através de Liesel é simples e ao mesmo tempo impactante.

Hans, que eu adoro, é o melhor tipo de pessoa e mesmo compreendendo a situação como um todo, ele consegue educar Liesel e mostrar o certo e o errado num mundo virado de cabeça para baixo; Impossível não amar alguém que consegue isso. Rosa é uma surpresa boa, até determinada parte do livro, eu ficava imaginando porque Hans tinha se casado com ela e a resposta veio, uma surpresa agradável.

Max Vandenburgé outro personagem genial, ele permite que Liesel enxergue a vida, e Liesel permite que ele veja o mundo através de seus olhos de criança; Sem nem saber, Liesel salva a vida de Max. Através dela percebemos mais uma vez que não vivemos apenas de pão. Rudy é um daqueles personagens que queremos levar para casa, é um amigo leal e corajoso.

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Leitura super recomendada, assim como o filme, que embora tenha algumas divergências com o livro, ficou ótimo. Uma ressalva para a intérprete de Liesel, que ficou perfeita.

Quando a Morte conta uma história,

você deve parar para ler.

Depois que li A Menina Que Roubava Livros fiquei me perguntando: Quantas vidas já foram salvas por livros? Quantas vidas, inspiradas por livros, salvaram alguém? Nem me arrisco a descobrir a resposta, me contento em ficar maravilhada com o pensamento apenas.

Lei também a resenha O Azarão outro sucesso do Markus Zusak.

Até mais!

Resenha

Resenha #24: O Ar Que Ele Respira – Brittainy C. Cherry

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Elizabeth perdeu Steven, Tristan perdeu Charlie e Jamie e Hannah perdeu o marido; Todos sofreram perdas irreparáveis, pessoas que amavam foram embora, deixando-os desolados, sem chão, sem ar. De certa maneira, todos os personagens de O Ar Que Ele Respira sofreram o mesmo tipo de trauma: A perda de alguém amado, o interessante é acompanhar como cada um dos personagens lida com o trauma. Uns se libertam aos poucos, outros se afogam em ilusões e outros se culpam dia após dia.

Um romance muito bem elaborado, que embora tenha alguns clichês que nós já esperamos encontrar em um romance, nos faz repensar a maneira como as vezes julgamos o próximo sem saber o que se passa com ele. A escrita da autora e a história em si me fez lembrar dos livros do aclamado Nicolas Sparks, a escrita é bela e fluida, sem muitos floreios.

Gostei bastante da protagonista Elizabeth, ela não é uma mulher perfeita e está cheia de traumas, mas isso não a impede de ver o lado bom das coisas, sem aquele positivismo meloso que tentam nos enfiar goela abaixo nos livros de auto ajuda. Elizabeth vê as coisas como são e enxerga com esperança, mesmo que a situação ou a pessoa não mostrem isso.

Após perder o marido em um acidente, Elizabeth se muda com a filha para a casa da mãe para fugir de seus fantasmas; Depois de um ano, ela se descobre em um lugar ruim, onde ela e a filha não estão bem; Ela decide voltar para sua casa em Meadows Creek e tentar retomar sua vida; Logo que chega a cidade, ela atropela Zeus, cachorro de um estranho chamado Tristan; Ele é extremamente grosseiro com ela e depois que Zeus sai do veterinário ele se despede apenas dizendo que ela deve aprender a dirigir. Pouco depois ela descobre que eles são vizinhos.

— Desculpe. Sim. Aqui está — falei, entregando-lhe o dinheiro. Agradeci
antes de sair da loja e olhei para ele mais uma vez. — Você age com estupidez o
tempo todo, e a cidade acha que você é um grosso, mas eu te vi naquela sala de
espera quando soube que Zeus ia ficar bem. Vi você chorar. Você não é um
monstro, Tristan. Só não entendo por que finge ser.
— Esse é o seu maior erro.
— Qual? — perguntei.
— Você pensa que sabe alguma coisa sobre mim.

Logo no começo, Tristan deixa bem claro que não quer nada com Elizabeth e ela diz que quer ser apenas sua amiga, mas ele recusa a oferta de amizade também. Elizabeth descobre que Tristan perdeu esposa e filho em um acidente também. Os dois tentam consolar um ao outro, lembrando de Steven e Jamie. Embora a ideia seja absurda, acaba funcionando por um tempo, mas fica claro que usar um ao outro para relembrar seus amores perdidos não está resolvendo nada.

Elizabeth e Tristan tornam-se amigos e a partir da empatia inicial pela perda semelhante um novo sentimento aflora no coração dos dois; O interessante é que nenhum dos dois está totalmente curado da perda, e mesmo assim decidem tentar algo, mas as coisas nunca são tão simples.

— Que bom que minha filha gosta de você. Senão, nunca mais nos falaríamos.
— E que bom que o meu cachorro gosta de você. Senão, eu já teria me
convencido de que você era uma psicopata. As pessoas sempre devem confiar no
instinto dos animais. Os cachorros sabem julgar o caráter de uma pessoa muito
melhor que humanos.
— Ah, é?
— Sim. — Ele parou e passou a mão pelo cabelo. — Por que sua filha me
chama sempre de Pluto?
— Ah… Porque da primeira vez que nos encontramos, chamei você de puto.
Ela perguntou o que significava e, quando percebi que era uma péssima mãe,
disse a ela que tinha dito Pluto, e expliquei que você era grande e desengonçado.
— Então ela acha que sou desengonçado?
— É, pelo visto sim.
Ele riu.
— Bom, isso faz com que eu me sinta bem melhor.

Além dos personagens principais, Lizzie e Tristan, somos brindados com a melhor amiga de Elizabeth, Faye, que é simplesmente incrível e muito sem noção, mas acaba se tornando um daqueles personagens que a gente ama. Emma, a filha de Lizzie é outra personagem encantadora, adora zumbis e coisas estranhas.

Me encantei com os personagens e suas atitudes, principalmente os motivos que os levaram a ser de determinada maneira e encarar a vida assombrados pelo passado ou determinados a seguir em frente.

Livro mais que recomendado se você quer ampliar seus horizontes e entender as pessoas através de suas angustias veladas.

 

Diversos

A Vida Resumida Em 5 Palavras

Nossa vida pode ser resumida em cinco pequenas palavras, podemos tornar tudo tão mais simples com tão menos.

  1. Tente Novamente quando falhar.

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2. Amanhã é outro dia.

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3.Sorria quando chover forte.

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4. Felicidade é sempre uma decisão.

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5. Experiências nunca poderão ser compradas.

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6. O conhecimento que você adquire, permanece com você.

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7. Chore intensamente, então levante e permaneça fiel a si mesmo.

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8. Ame, machuque-se, ame novamente.

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9. COMA, BRINQUE, TRABALHE, DURMA, AME.

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Sons da Semana

Sons da Semana: Sexta-Feira

Sons para animar sua Sexta-feira, criar um clima bom antes do final de semana, então aperte o play e curta esse dia maravilhoso!

 

Sasha – Lucky Day

 

Jess Glynne – Don’t Be So Hard On Yourself

 

4 Non Blondes – What’s up

 

Adele – Send My Love

 

Awolnation – Kill Your Heroes

 

Shrek – Bad Reputation

 

Demi Lovato – Let It Go

 

Seeya!

Top 5

Five Favorite: Seriados Para Assistir no Final de Semana

Final de semana chegando e você aí se perguntando; ” O que farei?”, que tal assistir novos seriados, mesmo que você já tenha aquela lista de seriados não assistidos ou não terminados. Porque afinal, séries e livros nunca são exagero! Conselho super saudável.

Então aqui estão Cinco seriados que eu considero imperdíveis, caso você ainda não tenha assistido:

5. Sense 8

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Oito estranhos que possuem uma ligação mental e podem se envolver na vida um do outro, um seriado instigante e interessante. Aguardamos a segunda temporada.

4.  Merlin

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Nos poderíamos vesti-lo como uma mulher!

Para quem gosta de magia, esse é o seriado! Merlin traz uma releitura das aventuras de Arthur e seus cavaleiros, mostrando o mago Merlin com uns vinte anos de idade, mesma idade que Athur. O seriado é engraçado e muito divertido, principalmente por parte do Merlin.

3. Gilmore Girls

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Impossível não citar Gilmore Girls, que conta a história de Lorelai e sua filha Rory. Acompanhamos o crescimento de Rory dos quinze anos até ela se graduar na faculdade, suas descobertas e problemas, a relação com a mãe. A série é ótima e leve, além de muito descontraída e cheia de referências.

2. Stranger Things

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Stranger Things é a moda do momento e é um seriado imperdível. Episódios cheios de referências e personagens cativantes, como não amar aquelas crianças? O seriado ainda está em sua primeira temporada e tem apenas oito episódios, mas um é melhor que o outro, aguardando a segunda temporada!

1. Supernatural/Sobrenatural

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Sou fã assumida do seriado que conta a história dos irmãos Winchester, Sam e Dean, enquanto eles caçam monstros e criaturas malígnas. O seriado já tem 11 temporadas, não desanime, garanto que é imperdível!

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Ótima aventura!

Meus Textos

Porque Deveríamos Curtir a Vida Adoidados

A impressão que tenho é que começamos a não aproveitar a vida, passamos mais tempo preocupados em pagar as contas, do que a aproveitar um dia bonito para fazer um piquenique ou ler um bom livro.

Gastamos muito tempo nos preparando para este mundo, principalmente porque escutamos desde pequenos que precisamos ser melhores, enquanto isso, tentamos administrar nossos sonhos. Nesse cabo de guerra, acabamos nos perdendo um pouco no processo.

É difícil se manter fiel a si mesmo, enquanto o mundo insiste em nos moldar para ser apenas mais um número, mais um ser escravo do capitalismo, mas aí eu te pergunto: É realmente necessário viver desta maneira? Acho que não!

Equilibrar sonhos e obrigações é difícil, mas não impossível. A decisão é nossa, seguir a onda e se deixar guiar por conquistas materiais ou continuar lutando para deixar o sonhador que mora em nosso coração batalhar.

Então, vamos Curtir a Vida Adoidados com mais frequência, talvez todos os dias ou acabamos nos perdendo por aí!

Vídeo inspiração:

See Ya!

Resenha

Resenha #23: Os Instrumentos Mortais -Cidade das Cinzas, Cassandra Clare

*Contém spoilers! Muitos spoilers!!!! O segundo livro da série Os Instrumentos Mortais da Cassandra Clare, dá sequencia aos acontecimentos em Cidade dos Ossos. Clary encontra a mãe que está em coma profundo, um coma causado por ela mesma, induzido por magia. A menina ainda descobre que seu pai, Valentim, é um dos vilões e ainda… Continuar lendo Resenha #23: Os Instrumentos Mortais -Cidade das Cinzas, Cassandra Clare